A intolerância a certos tipos de alimento é algo que afeta grande parte da humanidade. Lactose, glúten, corantes e tantos outros. Paulo, porém, precisava deixar de lado um ingrediente específico: o fermento. Basta um pouquinho de fermento em qualquer massa para, com o tempo, levedar toda a receita. Não há como escapar da química, assim como não há mais como separar o fermento da massa após o processo. O fermento causa na massa o que o pecado tolerado produz na igreja. Igreja é lugar para pessoas pecadoras, mas não local onde tais pecados serão negligenciados. Por mais difícil que seja essa tarefa, é responsabilidade de todo cristão guerrear contra seus pecados, a fim de não trazer prejuízo para o corpo de Cristo. No caso dos coríntios, o orgulho estava corrompendo a igreja; mas qualquer pecado cultivado, com o tempo, corrompe qualquer igreja.

Deus nos chamou, como igreja, a celebrarmos uma grande festa perante e para o próprio Deus. O que produz e conduz a alegria desse momento não é o fermento do pecado. Para o mundo, só há alegria quando há pecado envolvido. Para o cristão, porém, a festa começa em sacrifício, o sacrifício de Cristo. Ele é a festa, sem fermento, sem maldade, sem malícia, sem qualquer outro pecado. É somente Ele quem nos proporciona o que precisamos para festejarmos, com Deus, a libertação dos nossos pecados, perdoados na cruz. A festa deve ser vivenciada em sinceridade e verdade. Pecados ocultos ou não tratados tornam, aos poucos, a igreja insincera e inverídica.

Então, irmãos, lembremos que o sangue de Cristo nos purificou de todo o pecado. Lancemos fora todo pensamento, motivação e prática que atrapalha a nossa santidade e comunhão. Festejemos com alegria e sinceridade de coração; mas sem fermento, por favor.

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