Trechos como esse devem causar diversas reações em nós, como leitores bíblicos e compromissados com a igreja de Deus. Primeiramente, indignação! Devemos estudar esse parágrafo indignados, pensando como um cristão poderia cometer tamanho sacrilégio e despudor. É um pecado contra o próprio Deus, ferindo sua santidade; um pecado contra a instituição do casamento, orquestrada pelo próprio Criador; um pecado contra a família – sim, era a mulher do seu pai, portanto, parte da família, ainda que indiretamente; um pecado contra a igreja, pois o ato era público. Enfim, pecado! Devemos, também, ler esse trecho com preocupação e temor. Devemos conhecer a potencialidade de pecado do próprio coração. Quando há afastamento de Deus, de sua palavra, de seu poder e, por que não, da sua igreja, o resultado é esse. Então, irmãos, leiamos esse texto clamando pela misericórdia de Deus em nossas vidas, a fim de que sua graça nos sustente e nos fortaleça diariamente.
E a igreja nessa situação? A mesma igreja orgulhosa, que versículos antes ostentava poder, amedrontava-se ao colocar a disciplina em prática. Como não bastasse o pecado, deveras repugnante, toda a igreja estava conivente, tolerante e orgulhosa de tal prática. Por mais doloroso que seja para uma igreja local, nesses casos de pecados públicos e obstinados, são necessárias medidas últimas, como Paulo ordena, entregando o pecador a Satanás. Essa é a última etapa do processo de disciplina, quando o pecador obstinado (e somente o obstinado) deixa de fazer parte de uma igreja. Ao pecador arrependido e contrito, comunhão e aconselhamento. Ao pecador obstinado, Satanás. Verdades duras, mas bíblicas! Oremos para que, como igreja, Deus nos conduza em santidade, a fim de que não passemos por situações como essa. Oremos para que, caso necessário, tenhamos o compromisso com a santidade divina e com a Palavra, a fim de praticar as partes mais árduas do cristianismo.