Antes de responder à famigerada dúvida sobre com quem casar-se, o cristão necessita responder para si mesmo por que casar e se irá casar. Paulo sabia que os tempos eram difíceis por causa da perseguição, além de sempre viver na expectativa da volta de Cristo, realidades que o conduziam ao incentivo de uma vida celibatária, como a dele. Essa vida de solteiro é chamada por ele de um dom divino. Quem assim vive, não possui uma necessidade de ter alguém, muito menos fortes desejos sexuais, a ponto de preferir ficar sozinho para melhor servir ao Senhor. Entretanto, não é só a solteirice que fora tratada como um dom. Pelo contrário! Ser casado ou ser solteiro são dons divinos. Àqueles que não possuem a capacitação divina para serem solteiros, o apóstolo exorta para que recebam a capacitação divina para o casamento e, com ele, as obrigações que esse relacionamento exige.

A primeira exigência é a exclusividade. Ter o próprio cônjuge significa não ter mais ninguém, assumindo um compromisso mútuo de fidelidade conjugal. Aproveitando, as únicas opções que alguém possui são essas: ou não ter ninguém, ou ter apenas alguém. Nunca ter alguns. Nunca! A segunda exigência é o direito que ambos possuem de receber o que é devido, ou seja, o prazer conjugal. Para que isso ocorra, o relacionamento sexual não pode ser egoísta, quando se pensa somente no próprio prazer. Antes, é um ato altruísta e sacrificial; um ato do verdadeiro amor cristão. A terceira exigência é a consciência de que um pertence ao outro. No relacionamento de uma só carne, a carne do marido é da mulher e vice-versa. A segunda e a terceira exigências conduzem ao relacionamento sexual saudável, altruísta e rotineiro do casal, glorificando a Deus. A quarta exigência, embutida e permeada pela intimidade sexual, é a dedicação mútua à oração conjugal. Há um compromisso não somente na área física, mas também no cuidado espiritual um do outro.

Resumindo: está e ficará solteiro? Glorifique a Deus com o dom que Ele lhe deu! Está casado ou se casará? Glorifique a Deus por meio das exigências que o casamento lhe impõe! No fim desse texto, o que mais importa não é o estado civil de alguém, mas a glorificação do nosso Deus.

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