A preocupação do apóstolo no final deste trecho deveria ocupar mentes e corações de nossa igreja. A cruz de Cristo pode ser esvaziada na prática e na teoria.

Na prática, quando cristãos não se unem por causa dela, mas separam-se por causa de partidarismos humanos – Paulo, Apolo, Pedro e até Cristo. Ser igreja é viver a unidade em meio à diversidade. Embora diferentes no gosto musical, nos esportes, nas comidas, no lazer e no trabalho, os crentes são chamados por Deus a uma vida de unidade de propósito, de comunhão e disposição. Propósito, pois todos devemos ter o único intuito de adorar a Deus e a ninguém mais além dele. Comunhão, pois essa união deve ser vista na convivência diária entre os membros de uma igreja. De disposição, porque o desejo e a luta pela unidade devem vir antes de qualquer gosto pessoal. Desta forma, o cristão é aquele que se envolve com quem não tem tanta afinidade; aquele que come a comida que não aprecia tanto para estar com os irmãos; que insiste na boa convivência com um corintiano; e que deixa de lado preferências pessoais em prol da coletividade eclesiástica.

Na teoria, quando cristãos valorizam mais as palavras da sabedoria humana do que o poder de Deus. Uma igreja que cresce apenas com batismos, mas sem conversões verdadeiras (acreditem, isso ocorre!), só está preocupada com a quantidade, não com a qualidade. Batizar sem pregar o evangelho é acrescentar números vazios a uma suposta igreja em crescimento. O chamado que todo cristão recebe é o mesmo de Paulo: pregar o evangelho. Batizar é apenas uma consequência, nunca a causa principal. Este evangelho pregado é feito baseado na cruz de Cristo, e não na sabedoria ou eloquência humana. É desta forma que novos convertidos verdadeiros são forjados pela graça: quando a mensagem da cruz os alcança.

Ao invés de esvaziar a cruz de Cristo, na prática e na teoria, um cristão deve valorizá-la. Isso é alcançado quando o evangelho é pregado em sua pureza, enfatizando o poder sobrenatural de Deus que transforma vidas, e quando este mesmo evangelho é vivido em sua integridade – verdadeira unidade na diversidade.

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