Todo servo de Deus recebe apenas um requisito para o desempenho de suas funções: fidelidade. Ser fiel significa ter um só Senhor a quem agradar e por quem fazer, interna e externamente, tanto nas atitudes como nos desígnios do coração. Ser fiel é negar a própria vontade e vigiar as motivações diariamente. Assim, um único requisito torna-se algo a ser perseguido por toda a vida, sendo alcançado plenamente somente na glória, quando Deus louvará a cada um, mas não encontrará um coração orgulhoso sequer para receber tais louvores erroneamente. Enquanto isso, roguemos ao Espírito diariamente que nos capacite a libertar-nos de nós mesmos e depositarmos toda a nossa confiança no único capaz de nos julgar em Cristo Jesus.
Ser fiel inclui, outrossim, a aplicação das verdades bíblicas a nós mesmos, pois esta é a intenção divina. Antes de ensinar, e enquanto se faz, é imprescindível desenvolvermos a salvação com fidelidade e humildade. Do contrário, a chance de ultrapassar o que está escrito é muito grande, embora extremamente insensato. Quando alguém se sobressai em detrimento de outro, ou apenas deseja isso, está ultrapassando os humildes limites que a Palavra impõe, quando escancara diante de nós quem realmente somos. Nada que somos, temos ou fazemos vem de nós mesmos, mas foi-nos dado pelo autor da vida e do ministério. O Deus que chama é o mesmo que nos presenteia com tudo quanto precisamos para desenvolver esse chamado, sustentados pela capacitação dele mesmo. Onde fica a vanglória nisso tudo, se não o mais longe possível do nosso coração? Esse é um ministério humilde e fiel.