Quem imaginaria que o plano iniciado no jardim terminaria em nós? O Deus que habitava no jardim e tinha comunhão com Adão, passou a habitar no tabernáculo e depois no templo. Após caminhar mais uma vez com os homens em figura humana, hoje habita em cada cristão. Por isso Paulo nos chama de santuário de Deus e habitação do Espírito Santo. Que privilégio! Que responsabilidade! O jardim não tolerou um pecado de Adão, expulsando-o de lá. O tabernáculo e o templo, semelhantemente, eram locais sagrados; até o sumo sacerdote poderia morrer em serviço se estivesse em pecado. Como nós, então, podemos ser habitação desse Deus santo se não pela obra perdoadora de Jesus Cristo? É somente Ele quem nos justifica e santifica diante de Deus, de modo a nos tornar posicionalmente santos para receber Deus dentro de nós. Nossa responsabilidade é não destruir este santuário com pecados, mas buscar a santidade, confessando os pecados, abandonando-os e descansando na graça de Deus.

Quando Deus habita no pecador perdoado pela graça, traz consigo o pacote da sabedoria. Reveste da sabedoria do alto aquele que, anteriormente, considerava-se sábio segundo os padrões mundanos. Amoldar-se ao padrão de sabedoria do mundo é loucura perante Deus, pois Ele mesmo torna louca tal pretensa sapiência. Deus, por conhecer os pensamentos humanos, coloca contra a parede cada tentativa de alcançar uma sabedoria meramente humana, que se apoia na própria humanidade. A verdadeira sabedoria vem do alto, segundo os padrões divinos de lógica, pensamento e revelação. A verdadeira sabedoria só pode ser presenteada por Deus, nunca alcançada de maneira autônoma. Sendo assim, gloriar-se em homens é, de modo semelhante, loucura. Se alguém pode ser chamado de sábio, e muitos assim o são, recebeu de Deus tamanha virtude. Mais sensato, então, seria gloriar-se em Deus, o verdadeiro doador da verdadeira sabedoria. E não somente disso, mas de tudo, pois tudo vem de Deus.

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