Quem não gosta de um espetáculo? Enquanto uns preferem uma orquestra no Dom Pedro II, outros optam por uma boa partida no Santa Cruz, embora nem sempre o espetáculo acontece em ambos os locais. Fato é que todo ser humano gosta de algo para assistir que entretenha sua vida, seja por alguns minutos, na televisão ou in loco, ao vivo ou gravado, clássico ou contemporâneo, curto como uma série ou longo como a versão estendida de um filme. Enquanto todos apreciam um espetáculo, poucos desejam ser o espetáculo. A plateia é sempre maior do que os apresentadores, atores ou jogadores. Mesmo assim, alguns deleitam-se em serem tais espetáculos para o mundo. O que, com certeza, ninguém gostaria de ser, é o espetáculo reservado aos apóstolos de Jesus Cristo.

Dentre todas as funções eclesiásticas, os apóstolos eram os que mais aproximavam-se dos profetas do Antigo Testamento, especialmente pela posição de sofrimento e abnegação a que se colocavam em prol do povo de Deus. Foi assim com Paulo também. Segundo seu relato: louco, fraco e desprezível; sofrendo fome, sede, espancamentos, perseguição, calúnias e injúrias. Em tudo isso, porém, tendo sempre em vista a glória de Deus e o bem-estar de seu povo, seguiu firme no ministério, por amor. Enquanto muitos querem reinar, e apreciar os espetáculos, Deus estabeleceu os apóstolos como espetáculos para o mundo, mas daqueles que todos riem e zombam, a escória do mundo. Não somos apóstolos, irmãos, mas devemos amar a glória de Deus e seu povo a ponto de servir como Paulo e entregar-se plenamente às nossas famílias, igreja e demais ministérios. Jesus entregou sua vida por nós, e todos devemos também nos sacrificar em prol do Reino. Mesmo que isso custe um espetáculo às nossas custas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

três + 17 =