Muitas semelhanças existem entre ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno e palha. Todos são materiais que podem ser utilizados na construção de edificações. Há templos, palácios e igrejas revestidos de ouro e adornados com todo tipo de pedra preciosa. Há também casas feitas de madeira e algumas, embora raras, de palha. Não só edificações literais podem ser construídas com tais materiais; segundo a analogia do apóstolo, encontram-se na edificação espiritual materiais distintos. Assim, enquanto alguns servos de Deus trabalhem para ele entregando e valendo-se do melhor, outros optam por uma qualidade mínima, entregando o que sobra, se não houver nada melhor para fazer.

Há, porém, uma grande diferença: e não! Não é o lobo mau que assopra para testar a resistência da edificação. É algo mais série e severo: o fogo divino. Quando provados pelo exame crivo de Jesus Cristo, somente os materiais que passam ilesos pelo fogo são aprovados e recompensados por Ele. O mesmo galardão proposto no parágrafo anterior aparece por aqui; uma recompensa que nunca resultará em glória para quem o recebeu. Já os cristãos que utilizarem materiais que queimam, seguirão com esse peculiar aroma impregnados em si. Para que isso não ocorra, atentemo-nos primeiramente ao alicerce e garantamos que, em nossa jornada cristã, ele sempre se refira a Jesus Cristo. Para além disso, os materiais com os quais realizamos a obra que Deus nos reservou precisam passar pelo fogo. Obviamente, o texto não está tratando de ofertas. Se assim fosse, seriam poucos os privilegiados capazes de agradar a Deus com o brilho dourado. Paulo é mais profundo do que apenas ofertas, ele se refere às intenções, à dedicação e à entrega com que realizamos a obra de Deus. Nosso envolvimento com o reino pode ser simples, mas revestido de toda pedra preciosa que há disponível, desde que nos entreguemos integralmente à vontade de Deus em nossas vidas.

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