A primeira carta aos Coríntios inicia com a apresentação de seu autor: Paulo, chamado por Deus. Todo chamado, para ser validado, precisa ser feito pela vontade de Deus, embora haja muitos “chamados” oriundos das mentes humanas. Quando Deus chama, o faz de maneira inesperada, como quando designa um perseguidor da igreja para ser apóstolo, ou um mísero pecador para ser pastor de uma igreja, ou qualquer tarefa que eu e você possamos realizar na igreja.Tal como Paulo e a igreja de Corinto, só somos chamados porque, um dia, fomos santificados por meio da obra de Jesus Cristo. Baseado nessa vocação, somos mais uma vez chamados, agora para uma vida de santidade, que é o alvo de Deus para todos os salvos. Para isso, o que mais carecemos é da graça de Deus; sem ela, não há salvação, não há santificação, não há chamado e não há vida.

A carta é escrita em conjunto com Sóstenes, o antigo líder da sinagoga judaica naquela cidade. Só que a graça de Deus, aquela mesma que transforma um assassino e perseguidor em apóstolo, promove um líder judaico a irmão em Cristo. É somente assim que ele é identificado: irmão. E isso é a maior honra para qualquer um de nós, sermos feitos parte da família de Deus. Nós, que também invocamos o nome do Senhor Jesus Cristo após dois mil anos e um oceano além, mas receptores da mesma graça. E da mesma paz. Paz com Deus, pois fomos feitos santos pela redenção; paz uns com os outros, pois fomos chamados a uma vida de santidade. Ainda bem que o Deus que chama por sua graça continua derramando sua graça sobre nós.

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